Papist: Pentecostes

Pentecostes (1732) por Jean Restout
Hoje foi o dia das mães. Essa é mais uma das certezas de toda a vida. Todo mundo teve uma mãe, todo mundo teve seu contato humano, todo mundo ficou pelo menos cerca de 9 meses em uma cobetura de carinho e amor que se extendera na vida extra-uterina por todos os dias, mesmo que esse não seja um laço biológico. Nossas mães sempre nos educara nos caminhos da vida, nunca nos deixou sem o agasalho apropriado e teve coragem de desafiar nossos teimosos cabelos em uma manhã que jamais parariam de maneira correta. Uma recomendação, no entanto, figurou sempre nas bocas maternas quando suas crias tentavam sair de casa: “Juízo, filho!”
Juízo. Que palavra bonita, mas que muitas vezes a gente não entende. Significa responsabilidade, na minha opnião. Mas em um baluarte bem ma is amplo que nos pede que tenhamos conhecimento, sejamos sábios e acima de tudo conscientes do que nossas mentes perversas possam fazer. Às nossas mães, no entanto, só restam confiar à Deus que possamos de fato termos juízos de nossos atos.
Há quase 2000 atrás, uma mãe sublime se reunira com os melhores amigos de seu filho, agora também seus filhos, à portas trancadas. Eventos sobrenaturais marcaram o acontecimento, como acontecera no primeiro pentecostes, quando no Antigo Testamento Moisés recebeu a Lei no Monte Sinai.
E Cristo, fulgurante em sua celeste ressureição, surge no Espirito Santo paráclito em labaredas de fogo. Os discípulos, antes criaturas medrosas e desentendidas, enfrentaram até a morte pelo Evangelho para cumprir sua missão.
O paráclito, no passado, eram o representante que falava da bona fide de um acusado. Não importava as provas, se o seu paráclito tinha boa fama, você estava livre. Apesar de não ter mudado muito nos dias de hoje, no famoso Q.I: Quem Indica. E esse é o Paráclito que nos livra da culpa. Deus, e todos os Seus seguidores celestes estão do nosso lado, meu caro. Isso não é pra qualquer um.
A promessa de Cristo se cumpira, não nos deixara órfãos. E hoje, celebrando aquela mesma noite, o mesmo Espírito vem até nós. Podemos não perceber, mas é ele que nos direciona para a vontade, que nos inspira, que não nos deixa pelo caminho. Quando tudo parece levar à uma direção, O Espírito de Deus que não age pelas nossas maneiras, nos leva para nossa missão.
E para isso, através dos seus dons, como Ciência, Fortaleza, Temor de Deus, Piedade, Inteligência…ele nos dá o juízo. Isso mesmo, aqueles que são recomendados pelas nossas abençoadas mães.
Conte com o Espírito Santo, o nosso problem-solver, o verdadeiro “seus problemas acabaram”. Tenha certeza, esse funciona.
Emitte Spiritum tuum, et creabuntur et renovabis faciem terrae.
Super Trunfo Católico (?!)

Com o material recolhido, Menezes estabeleceu os quesitos para o jogo: fé, milagres atribuídos, número de devotos, ano de canonização e RPM ou Reação ao Pecado e à Mentira. Este, uma alusão clara às Rotações Por Minuto que vinham especificadas nos Super Trunfos de carros e motos. Assim como o RPM, o quesito fé foi deduzido, mas não foi tirado do nada. São Tomé, por exemplo, só levou 2% por ser desconfiado e só acreditar no que via. São José, pai de Jesus, chegou à cotação máxima das cartas, 99%, por crer que Maria engravidou virgem. Tudo tem um fundamento, como os outros quesitos que foram extraídos de dados oficiais, ou quase.
Fonte: http://www.overmundo.com.br/overblog/super-trunfo-catolico
Uma idéia um tanto quanto dividida essa. Os acessores de comunicação das arquidioceses pelo país disseram basicamente que o jogo serve para evangelizar, mas peca em alguns atributos como quantificar santidade.
Concordo com os acessores. Ou você é Santo… ou você não é. Mas ainda assim, embora a falha no aspecto teológico, a idéia é até que divertida. Se não assumir sentidos perjorativos demais, será sempre bem-vinda. E se você quiser me dar um de presente, eu aceito. Aposto que os meus santos favoritos – sem ofensa ao resto da comunidade celeste – estão lá.
No final, há males que vêm para o bem, até. Como a piada recente que Jô Soares contou:
Uma senhora rezou à Deus solicitando por comida. O diabo, ouvindo a oração, decidiu aprontar. Mandou um dos seus preparar a melhor cesta de comida existente e enviar à senhora, dizendo que aquela havia sido uma generosidade da parte do coisa ruim. Ora, batendo o indivíduo na porta da velha senhora, entregou-lhe a cesta. Esta o acolheu de maneira alegre, sem problemas. Já ia para dentro, sem mais nem menos, quando o ser do mal lhe perguntara: “Ora, não quer saber quem lhe enviara tal presente?”
A senhora apenas respondeu: “Não precisa não… quando Deus manda, até o diabo obedece.”