A Vida antes da morte

Maio 11, 2008 at 7:27 pm (Filosofia Barata) (, , , , )

“Eu abraço a morte. Ela não é eterna.”

É com essas palavras aparentemente mórbidas, meu caro, leitor, que vos exorto a tratar desse assunto. O Sedentário & Hiperativo, um blog de variedades muito interessante e o qual volta e meia sempre dedico um espaço do meu tempo vago, me chamou a atenção para esse post:

“Ninguém nos ensina melhor sobre a vida do que a própria morte. A jornalista Beate Lakotta e o fotógrafo Walter Schels perguntaram a 24 doentes terminais se eles poderiam acompanhá-los durante suas últimas semanas e dias de vida.”
O fruto desse trabalho foi uma série de fotografias e relatos colhidos antes e após a morte dessas pessoas.

Uma verdade surpreendente, eu diria. A exposição é realmente enriquecedora. Já dizia um filósofo, cujo o nome tentarei me lembrar mais tarde, que a melhor maneira de acabar com o medo da morte é enfrentá-lo todos os dias. Essas pessoas foram forçadas à enfrentar tal medo por saberem que estavam próximas à ela.

Não vou colocar as fotos dos que se foram aqui, mas você pode conferir alguns exemplos clicando na imagem acima. Olhando para as imagens, eu confirmo a minha teoria pessoal: falta alguma coisa àquelas pessoas… a essência, a alma, é completamente vísivel tal ausência.

A frase que abriu o post é da chinesa ilustrada acima, Maria Hai-Anh Tuyet Cao. O manifesto completo diz: “A morte não é nada. Eu abraço a morte. Ela não é eterna. Depois, quando nós encontramos Deus, nós nos tornamos bonitos”. Ainda me arrepio com as outras manifestações… ao contrário do que eu esperava com minha tola mente cética, nenhum deles estava com medo: os que não falavam do encontro com a eternidade, quando esse mundo se torna vago, diziam que consideravam um desperdício, um evento de grande perda. Ora, que sublime valorizar a vida! Uma mensagem que precisa ecooar na mente e em muitas situações do mundo atual.

Já nos dizia São Paulo que o homem era limitado porque, nascendo de corpo e espírito, acha que terminava no corpo. A mensagem que percebo daquelas frases é que, de uma ou outra maneira, aquelas pessoas perceberam isso. E hoje é o dia que a Igreja comemora a “percepção”, na ação do Espírito Santo em Pentecostes, das quais dedicarei um post mais tarde.

Por enquanto, é só.

E, é claro:

Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace. Amen.

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